sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Teoria do Jogos - jogador irracional
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Manyeyes
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
lançamento e máxima
"Após todas as minhas obras terem sido proibidas, começaram a ecoar vozes entre muitos cidadãos dos quais sou conhecido como escritor, que me dão sempre o mesmo conselho: Escrever uma 'peça comunista' e, além disso, dirigir ao Governo da União Soviética uma carta de arrependimento, contendo a negação de opiniões precedentes manifestadas por mim em obras literárias, e assegurando que doravante hei de trabalhar como um escritor fiel à idéia do comunismo. Não dei ouvidos a esse conselho. É pouco provável que lograsse aparecer num aspecto favorável tendo escrito uma carta mentirosa. Nem mesmo ia tentar escrever uma peça comunista, sabendo naturalmente que não conseguiria. TODO E QUALQUER SATÍRICO NA UNIÃO SOVIÉTICA ATENTA CONTRA O REGIME COMUNISTA. Será que sou admissível na União Soviética?"
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Convite / Constelação Familiar

Introdução à Mediação (parte 2)
A disputa ocorre quando nossos reais interesses são eclipsados por uma necessidade infantil de atacar, invalidar, humilhar, prejudicar, ferir a outra parte. No momento em que a importância de reagir, motivada por ressentimentos e mágoas supera o que lhe é realmente importante, via de regra o sujeito perde de vista o seus reais interesses, suas necessidades. Num conflito instalado em que os interesses cedem espaço à disputa por demonstração de força, observa-se uma escalada de violência que retroalimenta uma relação desgastada por um padrão de comunicação que se mostra disfuncional.
O mediador é chamado a intervir geralmente quando as emoções das partes são de tal magnitude, que impedem um diálogo com a finalidade de acordo, e a comunicação entre as partes é ou está empobrecida em quantidade e qualidade de contato e as partes não conseguem sozinhas mudar este quadro; esterótipos, ou percepções distorcidas impedem a troca produtiva; condutas negativas baseadas em crenças se repetem criando barreiras; são mantidas controvérsia acerca das informações em pauta e os critérios para sua avaliação; as partes discordam em relação à ordem e à combinação em que as controvérsias devem ser encaminhadas; há incompatibilidade de interesses, reais ou imaginários; há ausência, desacordo ou equívoco em relação procedimento de negociação; não há estrutura aceitável para negociações; surge impasse em relação ao ínicio das negociações (MOORE, 1998). Estes casos não são taxativos, de maneira que outras situações podem demandar o envolvimento de um mediador, mas este rol exemplifica as situações que, costumeiramente, são enfrentadas para que se viabilize o estabelecimento de um canal de negociação.
Neste sentido, pode-se dizer que a mediação tem função terapêutica, ao promover o exercício da auto-observação, que por consequência facilita a observação e aceitação das necessidade alheias. Nas palavras de Cezar-Ferreira ( 2007; p.158), “no campo do comportamento humano, entendendo-se que o interpsíquico esteja sempre em ação, mesmo práticas não terapêuticas podem levar a algum efeito terapêutico, vale dizer, à ressignificação que se faça necessária dentro do próprio sistema de significados.”
O processo de mediação investe na capacidade de transformação, criatividade e assertividade das partes, para que, co-autoras da solução, fiquem mais satisfeitas e comprometidas do que com uma decisão imposta por terceiro. Assim,
A mediação é uma resposta a uma forma de atuar no conflito, encontrada nas mais diversas sociedades, conhecida por cultura adversarial. Um conflito, não necessariamente é algo negativo, mas ao contrário, possui uma função adaptativa de possibilitar o estabelecimento de limites facilitando a convivência humana em busca da paz social. A questão é como garantir que o conflito exerça sua real função, ao promover novos acordos que possibilitem a convivência entre familiares, estabelecendo novos limites por pactos novos ou refeitos.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Introdução à Mediação (parte 1)
A palavra mediação se origina do latim mediare, que por sua vez significa partir ao meio, repartir em duas partes iguais. Já mediatio aponta para ação de intervenção, de intercessão. A ação de mediar carrega o sentido de, no meio entre dois pontos, fazer a distribuição equitativa entre perdas e ganhos.
Historicamente, foi Justiniano que adotou pela primeira vez o termo “mediador” mais próximo da nossa acepção moderna, em substituição a proxenetas (proxenetae), que eram os mediadores que atuavam nas províncias (NETO, 1991). Mas, antes disto, a mediação já se fazia presente nas mais diversas culturas: judaicas, cristãs, islâmicas, hinduístas, budistas, confucionistas e em muitos grupos indígenas (MOORE, 1998).
Modernamente, a mediação se firma na década de 70 com objetivo de responder a uma demanda crescente nas situações de crise em instituições voltadas para a socialização, tais como : família e escola e suas relações com outras instituições da comunidade como igreja, hospital, bairro, vizinhança, clubes, entre outros.
Como já foi dito anteriormente, a mediação é geralmente definida como a interferência em uma negociação ou em um conflito de uma terceira parte aceitável, tendo um poder de decisão limitado ou não-autoritário, e que ajuda as partes envolvidas a chegarem voluntariamente a um acordo, mutuamente aceitável com relação às questões em disputa. Além de lidar com questões fundamentais, a mediação pode também estabelecer ou fortalecer relacionamentos de confiança e respeito entre as partes ou encerrar relacionamentos de uma maneira que minimize os custos e os danos psicológicos. (MOORE, 1998; p.28).
A intenção é possibilitar que as partes possam, através da intervenção de um terceiro neutro, exercer a autonomia da vontade privada, e construir a solução para o conflito, ou ao menos minimizá-lo. Assim, também é considerada um método para a "resolução alternativa de disputas” (RAD), que segundo Schnittman (1999, p. 17) “podem ser definidas como práticas emergentes que operam entre o existente e o possível”. Ou ainda, "a mediação é uma forma de autocomposição dos conflitos, com o auxílio de um terceiro imparcial, que nada decide, mas apenas auxilia as partes na busca de uma solução" (BUITONI, 2006, p. 111).
A mediação passa a ser vista como uma estratégia para antecipar, prevenir ou manejar conflitos, mas, acima de tudo, como um processo para estimular decisões cooperativas, não podendo portanto ser a mediação confundida com:
1o a negociação, que se caracteriza pela busca de um acordo de mútuo interesse e, na presença de conflitos, pela adoção de padrões corretos, sem considerar propostas puramente individuais (FISCHER; URY; PATTON, 2005). Se dá por um processo no qual duas ou mais partes com interesses conflitantes buscam, por meio de estratégias e argumentos convencer o ex adverso de seu ponto de vista, até que um consenso seja alcançado, ou não. Geralmente, numa negociação, as partes não estão necessariamente comprometidas com ganhos mútuos;
2o a conciliação, praticada por juízes e advogados ou não, se baseia na busca pela conciliação através da aproximação dos interesses dos litigantes a um ponto de convergência. Nos casos de disputas puramente materiais, pode ser um recurso muito eficiente. O conciliador, não raro convence as partes com base em argumentos da ordem do "melhor um mau acordo, do que uma boa demanda"; e;
3o a psicoterapia, que se dá através de intervenções psicológicas direcionadas a trabalhar com padrões de funcionamento individual ou grupal, que se mostram pouco funcionais por serem causa de sofrimento. Ainda que a queixa seja pontual e restrita, o trabalho de dá de maneira ampla e abrangente, sem que haja um prazo determinado, ou objetivo definido. Diferente da mediação e da conciliação, pode ser um processo individual.
O sistema jurídico é baseado no normativismo dirigido a neutralizar o dissenso e não para formar consenso (BUITONI, 2006, p. 111). Assim, nossa cultura é adversarial, na qual, via de regra, os conflitos devem ser dirimidos com a finalidade de declarar um ganhador e um perdedor. Está funcionalidade binária reduz sobremaneira a gama de possibilidades de soluções frente a um problema, considederando todo ser humano também formado por um inconsciente, por desejos, sonhos, sentimentos ambiguos e não necessariamente lógicos ou coerentes sob um olhar dualista. A realidade é multifacetada, e os simbolos e significados polívocos:
Nossa cultura privilegiou o paradigma ganhar-perder, que funciona como uma lógica determinista binária, na qual a disjunção e a simplificação limitou as opções possíveis. A discussão e o litígio como métodos para resolver diferenças dão origem a disputas nas quais usualmente uma parte termina 'ganhadora', e outra, perdedora. Essa forma de colocar as diferenças empobrece o espectro de soluções possíveis; dificulta a relação entre as pessoas envolvidas e gera custos ecônomicos, afetivos e relacionais. (SCHNITTMAN, 1999; p. 17)
"Reduzir tudo ao dualismo lícito/ilícito, permitido/proibido, inocente/culpado... é mutilar as infinitas possibilidades de argumentar e avaliar as situações comportamentais, muito além do raciocínio binário do direito." (BUITONI, 2006, p.111)
Por outro lado, considerando que área de mediação está em processo para se tornar uma profissão, com corpo de conhecimentos, habilidades e padrões próprios (HIGHTON; ALVAREZ, 1999, apud Cezar-Ferreira, p. 161) é de se esperar que cada mediador traga à prática a sua experiência e bagagem acumuladas, oriundas de suas atividades originárias.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Marshall Rosenberg - Comunicação não-violenta
tara por máximas
Uma verdadeira tara são máximas. Eu as coleciono. Acredito que elas tem o poder de concentrar idéias que encerram grandes verdades. Além do que, não raro são inspiradoras, provocativas e refinadas.
"Freud ensinou que o amor era a supervalorização. Ou seja, se você visse o objeto amado como realmente é, não seria capaz de amá-lo." (Saul Bellow)
Os (a)normais
Se é verdade que de um lado existe um discurso que pretende "normalizar" geral e indiscriminadamente qualquer comportamento "considerado" desviante, na tentativa de criar uma "ditadura normopata", é bem verdade que há uma outra corrente que advoga que a loucura seria uma construção social, como manifestação de uma ordem instituída com o objetivo de estigmatizar o chamado louco.
Curioso que em ambas as posições há sempre um "sábio" estabelecendo um modelo ideal de homem e sociedade. Em que pese aquela ladainha de que somos entes políticos, e que qualquer posicionamento revela uma ideologia por trás, o fato é que qualquer que seja o caso perde-se de vista o eventual sofrimento daquela pessoa que tem nome, sobrenome e identidade própria.
Basicamente, condenar unilateralmente alguém a ser tratado ou não, por mais altruísta que possam ser suas motivações, com base em teorias, protocolos, estatísticas, ideologias é de uma obtusidade só. Ainda que, excepcionalmente tratamentos tenham que ocorrer de forma compulsória, pela total incapacidade do indivíduo se manifestar de maneira consciente, assumindo as consequências de suas escolhas.
Por mais lugar comum que seja, a diversidade é enriquecedora, principalmente quando se desenvolve livre da intolerância dos tolerantes.
sábado, 27 de junho de 2009
TED - ideas worth spreading
CONSTELAÇÃO FAMILIAR - BREVE INTRODUÇÃO
“… na família e no grupo familiar existe uma necessidade de vínculo e compensação, partilhada por todos, que não tolera a exclusão de nenhum membro. Quando ela acontece, o destino dos excluídos é inconscientemente assumido e continuado por membros subsequentes.”
“Quando, porém, os membros remanescentes reconhecem os excluídos como pertencentes à família, o amor e o respeito compensam a injustiça que foi cometida contra eles, e seus destinos não precisam ser repetidos. É que chamamos aqui de solução”(Bert Hellinger)
A Constelação Familiar é uma intervenção terapêutica desenvolvida pelo terapeuta de origem alemã Bert Helinger. Missionário, Hellinger, além da formação psicanalítica, foi fortemente influenciado pelos scripts de Eric Berne, O Grito Primal de Arthur Janov, a Terapia Familiar, a Hipnoterapia de Milton Erickson e PNL. Mas, especialmente, a prática da Constelação Familiar se inspira na fenomenologia, na teoria geral dos sistemas e no psicodrama.
O seu trabalho é baseado na concepção da família como um sistema regido por ordens hierárquicas, denominadas Ordens do Amor. O sistema familiar se organiza pelo que ele chama da alma da família (ou campos antropomórficos), que por sua vez estaria conectado à grande alma. Neste sentido, todo indivíduo nascido em dada família possui o direito inalienável de pertencimento àquele sistema.
Quando pessoas são excluídas, consciente ou inconscientemente de seus sistema, ou ainda, quando há destinos trágicos que envolva(m) membro(s) da família, haverá sempre alguém que irá, por amor e lealdade assumir e continuar a desempenhar o papel do excluído. Isto implica a formação do que chamamos emaranhamentos. De um lado há o excluído, e por outro há um membro da família que, por seguir aquele destino, cria desequilíbrio no sistema.
A Constelação Familiar proporciona a possibilidade de identificar os emaranhamentos e, através de um olhar amoroso mas ao mesmo tempo firme, buscar a solução a partir da leitura do próprio sistema.
Na prática, o cliente é brevemente entrevistado pelo constelador, que irá perguntar sobre a questão que o leva a solicitar ajuda terapêutica. Aqui, pouco interessa os julgamentos e opiniões do cliente a cerca de pessoas ou situações. O essencial é a descrição do problema e a investigação de rupturas, exclusões ou situações trágicas naquele sistema. A partir daí, o constelador proporá a linha de trabalho, com o cliente escolhendo pessoas do grupo para representarem os elementos do sistema a ser trabalhado. Os representantes devem ser posicionados no espaço destinado ao trabalho, a partir de uma imagem intuitiva do cliente. Quando todos os representantes estiverem posicionados nos seus lugares o constelador irá perguntar como se sentem. A partir das informações dadas pelos representantes, diálogos e mudanças de posição acontecem buscando o re-equilíbrio do sistema, o qual é atingido quando todos os representantes relatam bem-estar, leveza e harmonia. Quando a imagem da solução é encontrada, o cliente assumi o seu próprio papel no lugar do seu representante, e experimenta ele próprio a solução sistêmica
A visão a partir do problema estreita nosso horizonte. A Constelação Familiar possibilita a visão da solução a partir do sistema, apontando a melhor maneira de nos libertarmos de padrões improdutivos, desequilibrados e pouco integrativos em direção à harmonia, equilíbrio e auto-realização.
